Fizemos nosso café da manhã , juntamos as malas, as acomodamos em nosso auto e saíamos em torno das 10 hs rumo à Punta , faremos o caminho indicado pelo marido de Graciela , que segundo ele é um pouco mais distante , porém a estrada é mais bonita e pitoresca . Antes de pegarmos a estrada principal , passamos por secundárias e lá descobrimos um negócio interessante, em uma das entradas à esquerda que demorava muito a abrir a passagem para nós , então um uruguaio que vem de trás e iria fazer a mesma conversão , passa a nossa frente e nos explica o que estava errado:bem em frente ao semáforo , tem umas faixas brancas chamadas de El terminador, ou seja para que se abrisse a passagem tínhamos que estar com os pneus em cima do terminador (bárbaro, não ?).
Já na estrada principal , paramos em um posto de serviços para tomar um café e abastecer o carro de combustível . No Uruguai o preço da gasolina é único em todo país , isso é uma vantagem , a desvantagem é o preço ( em torno de R$5, 70 , ou 45,60 pesos o litro.)
A viagem transcorre de forma tranquila , a autoestrada é boa e as paisagens são bonitas, apesar do tempo estar um pouco nublado . Chegamos em Punta às 14 hs , localizamos o prédio onde ficaríamos, que é o Edifício Santos Dumont , que tem uma localização super ótima, extremamente central , que é na Av. Gorlero , 30 , departamento de Maldonado.
Após fazermos uma rápida inspeção em nossa nova acomodação e gostarmos , pois embora o prédio seja antigo , o apartamento é muito bem ajeitado. Bem, após todo mundo usar o banho e descarregarmos as malas, saímos para comer alguma coisa . Encaminhamo-nos para a região do porto , que é onde ficam os bares e restaurantes mais badalados de Punta. Vamos então ao restaurante Ártico , que é uma espécie de self service , porém estávamos famintos e pedimos um prato à base de camarões , que vimos fazer ali na chapa e cujo tamanho era muito bom , não sei se foi a fome , mas aqueles pratos nos pareceram um banquete .
A tarde estava extremamente fria ,com chuva eventual e ventos cortantes , estávamos nesse dia já extremamente cansados . Ainda houve disposição para ir ao Supermercado Eldorado para comprar o lanche da noite , as bebidas e os ingredientes para os cafés da manhã que ainda faríamos no balneário.
Então já à noite, queijos, vinhos e cervejas , risadas de lembranças engraçadas e por fim o merecido repouso . Amanhã , será um dia repleto de novidades.
13/11/2018 - Terça feira- Beverly Hills, Casa Pueblo e final da tarde com lobos marinhos
Acordamos, fizemos nosso café e observamos pela janela do nosso apartamento que o dia se mostrava fechado e chuvoso, mas nada tira o bom humor e o otimismo de um grupo de viajantes brasileiros . Saímos e fomos para o nosso próximo destino , passear pela ruas e alamedas do elegante e riquíssimo bairro de Beverly Hills, que é o lugar onde os milionários (inclusive brasileiros ) possuem mansões . Edilmo e Neusa , queriam nos mostrar a casa de Alexandre Grendene, mas devido ao mau tempo e à falta de informações não conseguimos localizar , mas vimos muitas outras , certamente também muito ricas e suntuosas .
Saímos de Beverly e nos dirigimos à Casapueblo, que ficava distante uns 16 km do centro, em Punta Balena , porém chegaríamos lá debaixo de uma chuva muito forte , a sorte é que Neusa e Silvia , haviam comprado capas de chuva bem grandes e que nos foram muito úteis naquele momento , mas que depois gerou muitas piadas e gozações . O valor do ingresso é algo em torno de R$40,00 por pessoa , mais ou menos 320 pesos, mas vale a pena .
Casapueblo
A Casapueblo é a antiga casa de verão do artista plástico e arquiteto uruguaio Carlos Páez Vilaró (falecido em 2014) . Atualmente é uma mistura de museu, galeria de arte , hotel ou Club Hotel . Possue também um restaurante chamado Las Terrazas , que tem menu internacional que dizem, ser muito refinado e caro. Dizem que o arquiteto baseou-se nas casas da costa de Santorini (Grécia) para sua Casapueblo. Lá também encontra-se a homenagem ao filho de Vilaró (Carlos Miguel) , que foi um dos sobreviventes do acidente aéreo dos Andes ocorrido em outubro de 1972.
Na exposição de objetos pessoais , nota-se algumas das paixões do arquiteto: a luta pela causa negra, os ritmos afro uruguaios, os batuques (como o candombe) e os gatos . Então vamos lá, Vilaró além de arquiteto , era : ceramista, pintor , escritor , muralista, compositor e empresário, a Casapueblo foi uma criação sua .
Lá dentro , abrigados da chuva , pudemos aproveitar cada momento daquela visita e nos deleitarmos com as pinturas e tudo que lá pudemos contemplar , foi sensacional, pena que em função do mau tempo não pudemos aproveitar mais a linda vista que se tem da parte externa do restaurante , que é o mar que impiedosamente castiga as rochas lá embaixo , na verdade lá há o encontro do rio da Prata e Oceano Atlântico. As ´pessoas que já estiveram no museu em dia de tempo bom e no horário adequado testemunham que das terrazas se contempla o pôr do sol mais lindo de todo o Uruguai,
Nas Terrazas também vê-se várias homenagens feitas pelo arquiteto à pessoas ilustres que ele conheceu , aliás , dizem que Vinicius de Moraes que foi muito seu amigo compôs a música "A Casa" (era uma casa muito engraçada) , em homenagem à Casapueblo, e que também foi feita para agradar as filhas do arquiteto, diz-se que nos versos originais dizia : "Mas era feita com pororó/ Era a casa do Vilaró. Já eram quase 15 hs e assim terminava nosso giro pelo fascinante mundo do artista e e sua casa engraçadamente linda e diferente .
Voltamos para o centro de Punta Del Leste , a chuva já dava uma trégua, era o momento de almoçarmos e assim fomos num restaurante bem simples , mas com uma comida e um atendimento super bom, o Le Soleil e Mendez , onde comemos pratos que são típicos na Argentina e no Uruguai e que são as milanezas .
Ao Porto ver os Leões Marinhos
Voltamos ao porto e dessa vez nos deparamos com algo muito interessante , perto dos boxes onde se vendem peixes e os frutos do mar e onde ficam os barcos ancorados encontramos alguns trabalhadores do Porto que em troca de propinas (gorjetas) atraem com alguns peixes os enormes , pesadíssimos e encantadores lobos do mar , que veem da Ilha dos Lobos, atraídos por comida . Foi um espetáculo à parte , os lobos e as gaivotas . O fim da tarde estava sendo memorável , havia muitos turistas brasileiros e argentinos principalmente , apreciando aquele lindo espetáculo. Os lobos apesar de serem extremamente simpáticos e grandes inspiravam a que se tomasse cuidado e não ficasse muito perto. O vento frio ainda estava muito forte e aí conversei com uma turista pernambucana , que me disse "em Recife nós temos praias mais bonitas e quentes ", não sei o que as pessoas veem nesse lugar. Acredito que no alto verão , a experiência de conhecer Punta Del Leste seja mais gratificante , mas para nós tudo estava ótimo, afinal se fosse para ver mais do mesmo ficaríamos no Brasil mesmo.
Nosso dia findava , agora íamos para nossa vivenda , fazer nosso lanchinho noturno e nos preparar para o dia de amanhã . Boa noite
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