quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Carnaval em Campos do Jordão- Voltando às origens- Cap. 1

14/02/2015- Sábado - Fugindo da agitação dos grandes centros, porém a tranquilidade não é tanta assim...

Logo de manhã cedo, em torno de 8 hs , eu e Silvia acordamos e como já tínhamos arrumado nossas malas apenas tomamos um café e aguardamos . Quando o relógio aponta 8:40 hs , Neusa e Edimo que serão nossos companheiros de viagem ligam e avisam que já estão à caminho para nos apanhar, pois dessa vez iremos com o carro deles , porque até há dois dias atrás eu estava tremendamente ruim de gripe (virose) e portanto não estava me sentindo seguro para dirigir, embora não fosse uma viagem muito longa.

Em torno de 9:10 hs eles chegam , Edilmo é enfático em achar que será melhor ir pelo Rodoanel , sendo assim lá vamos nós para Campos do Jordão, cidade que tem um significado especial para mim, pois foi lá que meu pai nasceu em 1927. Pegamos a estrada e realmente não passamos por nenhum congestionamento , nem trechos de parada . A estrada é super boa ,pois pegamos rodoanel, Carvalho Pinto e depois  a estrada de serra que dará em Campos ( que é a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro) .

Já nessa estrada paramos para esticar as pernas e tomar um café no Restaurante Leite na Pista , é um lugar extremamente bucólico, onde há uma varanda que dá para um lago com cisnes e patos e onde tomar um café torna-se algo extremamente prazeroso . ainda no restaurante numa área externa  encontram-se duas vacas leiteiras e demos muita risada , pois uma delas tinha a inscrição com o nome "Lia", que é o diminutivo  do nome de nossa amiga Ismália , tiramos fotos , mas não temos certeza , se ela levará tão na esportiva assim.  Lá também vemos uma churrasqueira de alumínio portátil e  logo, eu e Silvia começamos a imaginar em nosso apartamento de praia.  O leite na pista ainda fica no bairro de Quiririm em Tremembé, pois logo à frente passaremos a Volkswagen que é em Taubaté ainda e logo depois à frente já estaremos no limite de município de Campos do Jordão .

O caminho todo já é muito lindo , o cheiro de verde e a visão das araucárias que são as árvores predominantes da região já nos inebriam os sentidos . Chegamos ao portal de entrada da cidade  e fazemos um pit stop para tirarmos algumas fotos e mais uma vez esticarmos as pernas . Todos estamos contentes e descontraídos o tempo está bom e o astral geral é muito bom.

Do outro lado da pista vimos que há uma grande cafeteria e chocolateria , assim como uma loja de vinhos , outro dia às visitaremos . Nosso hotel fica a pouco mais de dois kilometros da entrada da cidade  e ao chegarmos , gostamos da entrada , é o Garden Hotel de Campos do Jordão , ao nos adentrarmos à  recepção nos avisam  que provavelmente ainda não poderemos entrar , pois o check in era às 13 hs e ainda era meio dia e pouco, porém logo em seguida dizem que poderemos nos acomodar já. Os quartos são bons , mas com um pouco de cheiro de fechado e aí a alergia da Silvia pega . Abrimos bem o quarto, acomodamos a bagagem ,  conhecemos o conjunto do hotel e em seguida pegamos o carro e vamos para ao centro de Capivari .

O centro de Campos está simplesmente lotado , a  gente se engana quando pensa que o pessoal só vai no inverno . Encontrar uma vaga para o carro estava simplesmente impossível , a dica é a seguinte , pague R$15,00 em alguns estacionamentos que tem essa opção para período integral. Observamos um bloquinho de carnaval de rua da cidade  e em seguida , vamos almoçar , escolhemos  um restaurante que se chama  "O Vizinho" e que fica em frente ao Baden Baden, na rua José Manoel Gonçalves , 160 . Lá degustamos trutas ao molho de pinhões , regadas à cervejas Campos do Jordão  e a famosa Baden Baden . A comida estava simplesmente maravilhosa .

Saindo do restaurante vamos a um Café e Chocolateria que fica na praça central da cidade onde acontecem  os shows. Saindo de lá , subimos ao Morro do Elefante , essa subida pode ser feita de carro ou de teleférico. Lá em cima a vista da cidade e da natureza é maravilhosa . Há também um mini parque temático
( de elefante ), lá demos algumas risadas com as cadeiras e os temas elefantíacos .

Saindo de lá dirigimo-nos ao hotel , porém antes passamos  do supermercado Extra e comparamos alguns queijos , vinhos e cervejas  e águas  para deixarmos no frigobar . Chegando ao hotel vamos descansar um pouco e às 20:30  nos encontramos no restaurante  e conhecemos o Peri , que é o cozinheiro do Hotel, muito simpático e solicito . Nessa noite comemos queijos, vinhos , caldos e uma porção de  contra filet acebolado. Conversamos e rimos bastante e ainda pudemos apreciar um pouco do desfile de São Paulo . Fiquei um pouco fascinado pela  Mocidade Alegre . Após  tudo isso fomos dormir pois amanhã será  um dia em que romperemos fronteiras .  Uma boa noite a todos .





































































































































sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Rumo às águas quentes de Maceió- AL- Capítulo 8 e último (dessa viagem)

21/11/2014- Sexta feira - Os corações se preparando para a partida. Tinha tudo para ser um dia tranquilo, mas ................

Acordamos e fizemos nosso último café da manhã (dessa viagem) em Maceió. Nesse dia,  tudo estava em outro ritmo. Não tivemos que acordar cedo, nenhum passeio programado e mesmo que houvesse , em função da situação da Silvia  pelo menos eu e ela dificilmente participaríamos .

Então após cumprirmos algumas tarefas bem bucólicas , como ler um livro e começar a dar um jeito na bagunça do quarto ,decidimos  passar o dia na tranquilidade do apartamento e do prédio. Iríamos então tomar um banho de piscina no último andar e aí também começamos a bolar de fazer um churrasco lá na cobertura , que também é ao lado da área de banho .

Como a churrasqueira estava bem suja e enferrujada, começamos eu e Edilmo a pensar em como torna-la viável. Após algumas tentativas meu amigo chegou à conclusão que daria sim , então começamos a nos dedicar à difícil tarefa de programar a carne e alguma outra coisa para a Mariana.

Pensado o cardápio, teríamos que ver quantas pessoas participariam, se haveria mais alguém além de nós. O Paulo , sabíamos que ainda estaria na Barra , ligamos par a Paulete e o Eric e nos defrontamos com o seguinte, mais uma vez eramos os únicos folgados ali,eles estavam tocando sua vida normal, pois era um dia útil, a festinha então seria só para nós, os inúteis, rsrsrs.

Enquanto as mulheres pensavam na salada , fomos ao Bom Preço , comprar as carnes, as bebidas que faltavam e apetrechos. Compramos linguiça toscana, maminha e queijo coalho , faltavam limões para a caipirinha  e tentávamos utilizar tudo que iria sobrar na geladeira , pois o que não fosse usado deixaríamos com o porteiro do nosso bloco.

Tudo comprado e resolvido, vamos todos para a cobertura e mais uma vez podemos contemplar a vista do lindo céu, do sal, do sol de Maceió, além do mar de um azul indescritível e novamente lembrei da música ponta de lápis .

Primeiro,  devido ao álcool de baixa qualidade tivemos dificuldade de acender a churrasqueira  e quando conseguimos , o Edilmo percebeu que aquele tipo consumia o carvão muito rapidamente e nós havíamos comprado apenas um saco . Eu então me prontifiquei na hora , par ir ao super comprar outro, foi aí que o bicho pegou.

O chão da área de churrasco era de lajotões de cimento , com detalhes de grama entre um e outro , eu estava de short de banho e minha bermuda estava em cima da mesa , em um desses lajotões havia um cone , desses do DSV , que ninguém sabia porque , eu desviei desse e fui para trás para pegar a roupa. Ao pisar nessa lajota de trás,o mundo se abriu sob meus pés . O piso quebrou ao meio e eu caí dentro de um buraco de mais ou menos um metro de profundidade. Do jeito que aconteceu todo mundo pensou que a coisa tivesse sido muito mais grave , porém meus pés mexiam  e consegui sair daquele lugar sem sentir dor imediata , porém minha perna,  minha canela e pés estavam raspados e sangravam, logo arrumaram gelo para eu colocar principalmente no pé direito, álcool para desinfetar as raladas e o quadro estava assim , Silvia de um lado da mesa com gelo no joelho  e eu de outro com gelo no pé , um pouco patético,  mas verdadeiro. No fim quem acabou indo comprar mais carvão foram a Mariana e o Yuri.

Após tudo isso, continuamos o churrasco, dando risadas dos acontecimentos de quedas que nos cercaram. Quando o horário aproximou-se das cinco da tarde começou a ameaçar uma grande chuva, aí recolhemos todas as coisas e voltamos para o apartamento. Todo mundo foi dar uma dormidinha , que afinal de contas ninguém é de ferro .

Malas arrumadas , pretendemos chegar no aeroporto Zumbi dos Palmares pelo menos até à meia noite , o voo é à 1:40 hs .  Entregamos os carros alugados e após uma pequena vistoria estamos liberados e prontos para fazer o check in. Para minha surpresa nesse momento reconheço uma amiga do Facebook, que pareceu estar viajando também com uma amiga, é a Fabíola Voltolini , que também é da região do ABC.

No voo eu e Sílvia não iremos juntos , por causa de lotação do avião , eu e Mariana acabamos sentando juntos.  Já dentro então da aeronave comecei a pensar em toda a viagem,  que foi maravilhosa , com momentos marcantes, paisagens maravilhosas , amigos extremamente hospitaleiros e carinhosos (Paulo, Paulete, Eric, Rodrigo e Hugo ) e já vai batendo uma grande saudade . Chegando em São Caetano é fazer a ressonância magnética no joelho da Sílvia , mas tenho a intuição de que tudo vai dar certo , ela é dura na queda . Essa viagem acabou , mas tenho certeza que muitas outras virão. Bye , bye ......


Obs: Quero dizer que todos esses relatos foram possíveis graças à colaboração de todos os envolvidos, pois uma história não existe sem personagens : os viajantes , os amigos locais e os locais que nos inebriaram . Tenho que fazer um agradecimento especial à Neusa Taeko, que com seu detalhismo em anotações e boa memória  contribuiu muito para que pudéssemos fazer e contar para vocês    "A Aventura da Viagem - Rumo às águas quentes de Maceió- AL ".

Beijo a todos