sábado, 21 de junho de 2014

Ilha Bela e casamento em Maresias- A volta , ah, sempre a volta.....

15/06/2014 - A volta, ah, sempre a volta......

Acordamos e mais uma vez nos entregamos à difícil tarefa de apreciar o café da manhã da pousada, após ter feito isso, fomos  praticar  mais uma caminhada na praia. Como,  mais uma vez, estávamos indo em direção ao Hotel do casório, mesmo distantes percebemos uma pessoa nos acenando e nos chamando para ir ao seu encontro e do grupo que estava em sua companhia, era o pai da noiva , que sempre simpático , nos recepcionou de forma muito calorosa .

Aos poucos começaram a aparecer todos, a noiva, Juliana e logo em seguida o André , que estranhamos estar com a mão enfaixada e com sangue aparecendo, logo questionamos o que tinha acontecido e o André explica que com aquelas brincadeiras de piscina que aconteceram o piso todo ficou molhado e como ele estava com um copo na mão , escorregou e o mesmo quebrou , cortando-o, o que levou a ter que dar três pontos.

Depois de batermos um papinho resolvemos voltar para a pousada e iríamos pela praia novamente, quando estávamos começando nosso retorno , uma convidada que é da GM e que estava no grupo junto com o pai da noiva pergunta:  Você é o Fernando Turco que foi candidato a Prefeito em São Caetano? Digo que sim e aí foi a vez do pai da noiva constatar : Eu já fui na sua casa em  1982 , quando você foi candidato a vereador e falou ainda mais : eu era muito amigo do Januário que te apoiou. Sem falsa modéstia, meu dia estava ganho.

Voltando à pousada arrumamos nossas coisas, fizemos o check-out e como tudo parecia ok, guardamos as coisas no carro e começamos nosso retorno, não sem antes nos aventurarmos por ruas adentro de Maresias e conhecermos alguns points que não ficavam na avenida central.

Fizemos uma viagem excelente, pois não havia trânsito, chegamos em São Caetano às três da tarde e como estávamos com fome , paramos para almoçar na cantina Famiglia Rossi no bairro Fundação, apesar do horário avançado , mesmo assim tivemos de encarar uma espera por mesa de quase meia hora , porém valeu a pena , pois comemos um tagliarini à bolognesa gratinado maravilhoso.

Apesar da viagem maravilhosa, sempre há porém uma saudade de casa , porém chegando,  o único que nos recepcionou de forma entusiástica foi o "Biscoito", logo chegariam as filhas e o namorado. Já no  finalzinho da noite Silvia percebe que esqueceu o seu travesseiro na  pousada . Será que vamos ter de voltar para buscar ?????

Essa viagem chegou ao fim, mas só essa e por enquanto.........................................
Até a próxima .  Espero que tenham gostado dos relatos .







   

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Ilha Bela e casamento em Maresias - Dia "D"

14/06/2014- Sábado - Dia "D" ( para os noivos )

Eu e Silvia acordamos, tomamos um belo café da manhã ,  pois a pousada  "Canto do Rio" , apesar de não ser luxuosa, mostrava-se extremamente agradável e para o seu breakfast se igualar aos  dos  grandes hotéis só faltaram os ovos mexidos e as salsichinhas no molho, de resto estava tudo muito bom.

Logo, atravessamos a rua e fomos para a praia , onde fomos ver o encontro do rio e o mar , nisso Silvia recebe um Whatsup da Fernanda  e já se preparava para responder , quando olhamos para trás e nos deparamos com ela e o Edson. Tiramos algumas fotos e fomos caminhando pela praia em direção ao hotel do casamento (Hotel e Boutique Amora), quando estamos chegando muito próximos , vemos uma turma de alguns rapazes jogando bola e para nossa surpresa um deles é o noivo,  o  André .

Ele veio em nossa direção , nos cumprimentou e falou para subirmos a pequena rampa de pedra que dava para a área do hotel , onde tem o conjunto de piscinas e lá é que seria o casamento. Assim que subimos encontramos a noiva Juliana , que também estava em  trajes de banho e reclamando de uma ressaca , pois ficaram na gandaia até as quatro da madrugada , com família e amigos.

Ficamos lá batendo papo, em uma mesa, ao mesmo tempo em que fomos conhecendo os familiares dos dois lados, todos muito simpáticos e agradáveis . Em determinado momento, achamos melhor sair, pois a Silvia queria comprar um cinto para usar com o vestido que ela imaginou para usar  , assim como também comermos alguma coisa antes do casório que estava marcado para às quatro e meia . Comprado o cinto, vamos ao restaurante "Os Alemão" , lá tomamos algumas cervejas e comemos porções de isca de peixe e bolinhos de camarão, nossa conversa à mesa foi super agradável, Fernanda e Edson, mostravam-se excelente companhia . Despedimo-nos temporariamente pois já era hora de irmos nos trocar para o grande evento.

                                                  O casório

Chegamos pontualmente às quatro e meia , quinze minutos depois o noivo começava a se dirigir ao altar, que estava muito bonito, pois era em forma de tenda branca  e logo em seguida os padrinhos e madrinhas dos dois lados. Interessante é que todas as madrinhas estavam de vestido azul forte e todos os homens de calças caqui e camisas brancas , fora o noivo, ninguém mais estava de paletó e gravata .Logo entrou a  noiva que estava muito bonita em um vestido  que combinava bastante com o ambiente .

A cerimônia foi muito bonita e dois detalhes foram marcantes para mim, o trecho que o celebrante fala sobre o amor , posto que há uma parte bíblica em que São Paulo fala aos Corintios . "Ainda que eu falasse a língua dos homens, que eu falasse a língua dos anjos, sem  amor, eu nada seria . Não pude deixar de lembrar de Renato Russo, a outro fato marcante foi quando a noiva , de surpresa , leu uma carta que escreveu para o André falando de seu amor por ele, foi muito bonito.

                                                   Festa

Terminada a cerimônia , deu-se início à festa , que estava uma arraso, tanto os salgados, como as bebidas , tudo de primeira linha . O atendimento do buffet estava muito bom e os noivos estavam espalhando a alegria que estavam sentindo, a banda  que animou a festa foi ótima, principalmente a menina baterista e o vocalista . Agora quem deu um show à parte foi o noivo que é quase um show man, pois o cara canta, anima, bagunça, enfim , o cara não é fraco não.

Na festa fizemos de tudo um pouco, comemos, bebemos e dançamos, tudo isso em companhia principalmente do grupo dos amigos de trabalho da GM, todos estavam muito soltos e alegres, o grupo era composto além de mim e da Silvia, Edson e Fernanda, Renato e Joice, Adolfo e Selene , Samyr  e a Renata.

Tudo estava muito bom, quando já no auge da animação os amigos do noivo e o próprio caíram na piscina e depois começaram a levar os convidados também. Como eu não estava a fim de molhar o banco do carro, saí de fininho, porque também já estava na hora. O dia e a noite haviam sido intensos e já era  a hora do repouso dos guerreiros.

Continua.......................   Amanhã de volta pra casinha











   

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Ilha Bela e casamento em Maresias- Segundo dia

13/06/2014 - Sexta feira


Acordar  em  Ilha Bela é sempre um prazer ,  Silvia e Marisa já haviam combinado que logo após o café da manhã iríamos fazer uma caminhada , Leopoldo que também iria  teve um compromisso de reunião com outro dono de pousada e acabou não podendo ir. Isso rendeu a  ele uma grande gozação, pois ficávamos falando que ele tinha fugido do pequeno exercício matinal .

Após o delicioso café da manhã que é servido na pousada , fomos para a rua . A praia do Portinho  fica exatamente em frente de onde estamos, do outro lado da rua . Marisa nos explica que hoje às 18 hs será a inauguração das intervenções que houve no local. Além de iluminação, ampliação do espaço, construção de um grande pier e reinauguração da capela de Santo Antonio houve também a construção de calçamento e um passarela  que nos permite ir andando de forma segura até a Ilha das Cabras , o que antes era impossível.

Após vermos o conjunto das obras  , iniciamos nossa caminhada que terá a duração entre ida e volta de uma hora e quinze , por várias vezes no caminho paramos para admirar a beleza da paisagem do mar e da própria ilha.  Chegando ao nosso destino após um pequeno pit stop para beber água retornamos . De volta à  pousada enquanto Leopoldo e Marisa se entregam ao trabalho,  eu e Silvia  colocamos nossa roupas de banho e nos entregamos a um delicioso  "far niente" na piscina que é climatizada com energia solar  e portanto estava uma delícia .

Almoçamos os quatro e mais uma vez tenho que elogiar a cozinha , comemos um escalope de filé sensacional . Depois do almoço fomos obrigados a ver Marisa que é filha de espanhóis extremamente chateada vendo seu time de preferência (depois do Brasil), levar uma sacolada da Holanda (5X1).

Nosso passeio na Ilha estava chegando ao fim , arrumamos nossas coisas , pusemos no carro e como já eram 18  hs , fomos com o casal à praia cumprimentar o pessoal que já havia chegado, prefeito, secretários municipais,etc,despedimo-nos  e seguimos para nosso próximo destino . Já dentro da balsa e vendo a Ilha ir ficando distante , sentimos aquele nó no peito.

                                               
                                                     Rumo à Maresias

Essa maravilhosa praia , igual à Ilha Bela também fica situada em São Sebastião e a  distância após a balsa é de aproximadamente 35Km, lá chegando fomos diretamente ao nosso local de hospedagem , que adquirimos pelo Hotel Urbano e cujo nome é Pousada Canto do Rio , ela fica na avenida  principal  ao lado do rio Maresias , que desemboca no mar e que é de frente para a praia.

Fomos muito bem recebidos pelo recepcionista , que a pedido da Silvia já havia reservado um quarto bem arejado de frente para a piscina. Após ajeitarmos nossas coisas , pegamos o carro e fomos dar uma olhada na cidade , principalmente os restaurantes pois estávamos com fome. Passamos em frente ao Hotel e boutique  Amora  e notamos ser bem novo e bonito, depois passamos em frente a um restaurante e pizzaria chamado "Os Alemão", é isso mesmo e por fim fomos comer uma pizza quadrada no Badauê , que é muito grande , com uma decoração muito bonita , mas com uns preços muito salgados , padrão Maresias.

Após o jantar , já cansados fomos descansar pois o dia de amanhã prometia diversas emoções , além do tão falado casamento.


Continua............    










terça-feira, 17 de junho de 2014

Ilha Bela e casamento em Maresias

    12/06/14- Quinta feira          Indo para a Ilha Bela  .  E que bela Ilha


Quanto sofrimento gente , dia 12/06/2014, quinta feira , lá vamos eu e Silvia para mais uma daquelas seções de tortura que é passar alguns dias no litoral norte . O mote dessa nossa viagem na verdade é o casamento de Juliana e André , a noiva já trabalhou junto com a Silvia  e o noivo, eu conheci na Volkswagen.

Bem,  o que importa é que bem cedo acordamos ainda aqui em Sanca e começamos a arrumar as coisas para a viagem. Como é época de frio e não é nenhum feriado (a não ser o jogo do Brasil nesse mesmo dia) , após eu ter passado de urgência num dentista que é nosso vizinho para arrumar uma restauração que quebrou, justamente um dente da frente , então tinha que arrumar aquele buraquinho de qualquer jeito.

Resolvido esse pequeno contratempo inicial, zarpamos e dessa vez por outro trajeto. Pela Rodovia dos Trabalhadores, Carvalho Pinto e Tamoios , para depois sair de Caraguatatuba rumo  à São Sebastião para pegar a balsa . temos uma viagem excepcionalmente tranquila e a Marisa e o Leopoldo dizem que estarão nos esperando para o almoço.

Durante o trajeto pela Tamoios , paramos em um desses simpáticos restaurantes de estrada e além de tomarmos um café e comermos duas empadinhas que estavam uma delicia, compramos alguns queijos meia cura para presentearmos nossos amigos , além de  umas bananinhas de Paraibuna  cobertas com chocolate , que segundo a Silvia lembrou,  a Marisa adora , eu estava levando Whisky para o Leopoldo, que  ele gosta muito e eu também.

No caminho ao passarmos pelo rio Paraibuna percebemos  o quanto está abaixo do seu volume normal  e isso remete a  mais preocupações quanto à racionamento , principalmente após a Copa, pois nesse momento os problemas estão sendo todos jogados para baixo do tapete .

A paisagem é muito bonita , embora o outro caminho , pela Rio Santos ainda seja mais deslumbrante , porém , cheio de curvas, que faz com que algumas pessoas passem mal do estômago (Silvia).

Continuando, após um pequeno trecho de serra , 15 ou 20 Km , chegamos a Caraguatatuba e já pegamos o caminho direto para São Sebastião , para pegarmos a balsa para a ilha . Viajando muito sem pressa , o caminho todo,   fizemos o percurso  em  três horas e meia  e mais vinte minutos de balsa . Entrando em Ilha Bela já sentimos aquela sensação mágica . Chegando na  rotatória pegamos o caminho sentido sul , trajeto que faremos em dez minutos e voilá , estamos na praia do Portinho e na pousada , que leva o mesmo nome da praia,  dos nossos grandes amigos .

Após os cumprimentos, abraços e beijos saudosos , eu e Silvia notamos que apesar de estar uma temperatura agradável , não há quase ocupação, na pousada , mesmo ela sendo belíssima, isso porque até dois dias atrás o tempo estava totalmente diferente , com frio e chuva e isso afasta os possíveis viajantes  e é lógico, estamos na baixa temporada .

Como já eram  quase três horas da tarde , fomos direto para a parte de cima da recepção, que é uma parte superior  do restaurante para almoçarmos , após algumas caipirinhas e cervejas , vamos para o almoço,  a comida  é excelente . Pedi um filé
a parmegiana que estava fantástico, a feijoada também é um dos pratos que faz muito sucesso.

Descemos para assistir à abertura da Copa e o jogo na parte inferior , também estavam conosco um casal de amigos do Léo e a Marisa que também são donos de pousada, o Mário e a esposa .

Assistimos ao jogo e pudemos vibrar com a vitória do Brasil por 3 a 1 sobre a Croácia . Pênalti duvidoso, mas tirando isso , a superioridade do nosso time é indiscutível.

Terminado o jogo, pegamos os carros e subimos para a casa de nossos anfitriões , que é na parte superior da pousada . Chegando à residência fomos recepcionados por 3 cães sensacionais, o Raji, Bandit e a Amarula, que tinha acabado de fazer uma operação de hérnia e por isso estava com aquele abajur na cabeça, coitadinha.    Lá sentamos à mesa e pudemos colocar a conversa em ordem, no embalo de alguns whiskys , a conversa acaba indo do passado para o presente e vice versa com muita facilidade . Em determinado  momento todos já cansados e sob o efeito de algumas doses , fomos dormir pois amanhã também será um dia cheio  de atividades e belezas.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Capitulo 17 e último (dessa viagem) - Chile - Outras virão

16/10/2013 – Quarta feira


                                                Acordando cedo , com um nó no peito



Por mais que todos aqueles dias e noites , tanto em território chileno, quanto Argentino  tivessem sido mágicos, a ansiedade da volta , misturada com a saudade dos amigos, parentes e do Biscoito traziam uma eletricidade no ar , que já se manifestava nos primeiros momentos da manhã .

Eu e Silvia fomos os primeiros a acordar , portanto lá fui eu para a rua a descobrir um lugar que vendesse os itens para um desayuno bem simples: pãezinhos , alguns frios , o restante,  nós tínhamos(leite, café, etc) , então após uma ligeira  e simples refeição da manhã,  lá vamos nós.

Nosso vôo era às 16 hs, mas como tínhamos que chegar no mínimo com duas horas de antecedência então, visto que precisávamos  passar antes da sede da GM  chilena para apanhar o Oswaldo , que mais uma vez seria de uma gentileza  muito grande  e iria nos deixar no aeroporto.

Ocorre que tivemos dificuldade de localizar o endereço da Automobilística  , mesmo com o GPS,  com isso fomos ficando com o tempo cada vez  mais apertado. Quando finalmente conseguimos encontrar  nosso destino, pedimos desculpas ao Oswaldo pelo estado do carro (sujo) e por estar com o diesel bem no final, nós ainda pedimos para ele passar de um posto para abastecermos.

Apesar do aperto no carro, conseguimos chegar a tempo no aeroporto , assim nos despedíamos do Oswaldo e do “Orlando” , que tanto nos serviu. Lá no aeroporto utilizamos o serviço de auto check-in em máquina que facilitou muito a nossa vida.  E aí infelizmente nosso grupo ia se dividir , pois a Mariana iria com Osmar e Lia num vôo direto para São Paulo, enquanto eu e Silvia iríamos em outro vôo que faria uma conexão em Assuncion (Paraguai). Despedimo-nos temporariamente  e depois eu lembrei que estava com o dinheiro que estava sobrando e conseguimos localiza-los para entregar uma parte para o casal e um tanto para a Mariana, pois a idéia era zerarmos  nossos  “pesos “chilenos , a não ser as moedas que eu trouxe  para colecionar.

Resolvidos então todos os nossos assuntos burocráticos e combinado o encontro em São Paulo (Guarulhos), pois apesar de tudo , a diferença de horário de chegada  dos dois grupos  seria bem pequena .



                                     Vendo as cordilheiras do alto 


Comemos um rápido lanche e um café, pois o expresso do aeroporto já era melhorzinho, dirigimo-nos então ao portão de embarque destinado ao nosso  vôo.

Após alguma espera , lá estávamos nós entrando naquela sanfona que nos leva direto para a porta de entrada de nossa aeronave. O meu coração , estava dilacerado com a idéia de estar deixando aquele país de paisagens e contrastes  tão lindos , com um povo tão hospitaleiro ,  amável e vibrante . Ao mesmo tempo a idéia de rever a Natália e todos que citei antes também me eletrizavam.

Quando chegamos em Santiago , no início da viagem, já era noite , porém agora o dia estava claro e logo após a decolagem, visto que estávamos na janela, pudemos contemplar uma paisagem singular . As cordilheiras vistas do alto, algo que parecia um mar de neve e montanha . Nossos celulares não paravam de fotografar  e ficou muito legal, porque estávamos sobre a asa e a foto mostrava isso , um pedaço da asa, acima daqueles montes nevados. Sensacional ..............

No mais,  nossa viagem foi tranqüila e chegando em Assuncion, tivemos já uma grande idéia . A próxima aventura poderia ser para conhecer as Cataratas do Iguaçu, onde ainda não estivemos.

Chegando em São Paulo, como já tínhamos combinado anteriormente , iríamos encontrar  nosso sobrinho Rodrigo, que já havia nos ajudado na ida e agora fazia o mesmo na volta, só que agora  nossas bagagens estavam um pouco maiores o que fez que a coisa ficasse um pouco mais apertada . Mesmo assim todos se engalfinhavam para contar mais novidades para o “Digo  . Então, tudo acaba bem, quando termina bem.  
Chegando em casa encontramos a Natália , a quem demos abraços muito apertados e o Biscoito que estava usando aquele abajur em volta do pescoço, que tratamos logo de tirar.


                            Mais uma viagem de muitas que virão

Quero  dizer que já estivemos principalmente , eu e Silvia em muitos lugares bonitos , tanto do Brasil , como fora do país , mas cada viagem tem seus atrativos a mais e suas magias  . Espero que a próxima não demore , para que possamos de novo nos deleitar dos prazeres , do inesperado, da gastronomia,  da beleza e das diferentes culturas que encontraremos pelo mundo.




                           Que venha a próxima aventura   








quinta-feira, 20 de março de 2014

Capitulo 16- Dia cultural e Desportivo em Santiago

15/10/2013- Terça feira


                                     Dia cultural e desportivo em Santiago

Esse dia foi dedicado à interesses específicos. Enquanto eu , Silvia e Mariana quisemos visitar alguns museus , Osmar e Ismália preferiram visitar a Praça das Armas e outros lugares , então os passeios foram feitos à pé e nos dividimos em dois grupos .

Viemos a saber que os museus ficavam no boulevard central da avenida em frente ao mercado municipal,  através de um carabineiro (policial) montado , que após nos ajudar com informação   se ofereceu para tirar foto e fez questão de abraçar a Mariana para a pose . Meu ciúme de pai foi às nuvens.

Primeiramente fomos ao Museu de Arte Contemporânea, onde pudemos apreciar vários trabalhos de artistas plásticos e fotográficos, o museu arquitetonicamente é muito bonito e percebemos nos trabalhos , em praticamente todos , uma preocupação muito grande em retratar as mazelas do período da ditadura Pinochet , como uma forma de evidenciando os erros do passado, não cometê-los novamente no futuro.

Após essa visita, nos dirigimos para o outro ponto turístico , mais ou menos próximo, que é o  Museu de Belas Artes, em todos eles vimos muitos grupos de jovens estudantes.Nesse museu eu já não quis entrar junto com as duas e fiquei esperando-as em um café lá dentro mesmo. Nesse momento conheci um casal de brasileiros, cariocas de Niterói, que também estavam passeando no Chile e  me disseram que agora aposentados , (eu apenas soube que eram da área da educação)  viajar era a diversão principal e que eles mereciam isso, concordei com eles e nos despedimos por ali, uns desejando boa viagem aos outros . 


                                       Saindo dos museus e indo pra o centrão


O centro de Santiago , além de ter vários pontos turísticos interessantes é formado por um comércio vibrante e um centro financeiro bastante agitado. Achamos interessante em um desses calçadões vermos um Banco Santander  dividido por duas ruas , mas que no alto tinha uma passagem aérea que ligava um lado ao outro. Silvia tirava fotos com seu celular, quando foi alertada por um executivo que passava, que não deveria ficar distraída ostentando o celular , pois esse era o momento certo para os ladrões ou batedores de carteira . Também achei curioso o numero de agências do Banco Itaú que tinha por lá, sendo um banco  brasileiro, depois já aqui no Brasil,  soube que nosso banco (nosso, kkkkk) tinha comprado um banco chileno , por isso sua presença tão forte .
Nessa altura eu já tinha sido muito específico com a Silvia: eu não poderia deixar de ir na Palácio de La Moneda . Tratamos então de apertar o passo, pois,  caso contrário não conseguiríamos chegar na hora marcada para o encontro com o Osmar e a Ismália.
Finalmente chegamos na Plaza de Las Armas , que é um lugar muito legal , pois tem a Catedral muito bonita do ponto de vista de Arte Sacra e na praça também pudemos curtir grupos musicais folclóricos , além de artesãos e pintores.  La Moneda estaria a umas três quadras dali.

                                             Tirei foto com Allende

Chegando finalmente ao meu principal objetivo, vejo do lado da Praça um estátua de bronze de Salvador Allende .  Silvia e Mariana tiram fotos minhas ao lado do meu herói republicano. Após todos nós tirarmos fotos ao lado desse monumento, dirigimo-nos à entrada principal do Palácio que é guardado por militares especiais em traje de gala branco e que  são muito altos , com certeza mais de um metro e noventa .

Ali somos informados que a visitação ao La Moneda é feito apenas aos sábados e portanto neste dia não seria possível. Fico chateado mas essaa guarda presidencial logo se apresenta para tirar fotos . Ficou engraçadíssimo, eu do alto dos meus um metro e ses senta e oito no meio daqueles dois gigantes, parecia pela segunda vez no Chile que eu estava sendo preso. É incrível, como os chilenos gostam de futebol, pois logo os dois gigantes desandaram a fazer brincadeiras dizendo que o Brasil que se cuidasse frente ao temido futebol chileno. Até hoje eles não esquecem de que quando o Chile  sediou  a copa do mundo em 1962 , o Brasil foi campeão em suas terras . Agora há que se respeitar o fato que dois anos antes o Chile sofrera um terremoto que teria causado milhares de vítimas e no entanto houve uma determinação de manter o calendário, até para manter a auto estima do povo  e isso funcionou.

Visitado o último ponto programado, voltamos para encontrar nosso casal de amigos , só que no caminho passamos em frente  ao “Café com Pernas” , demos uma olhada na casa e pudemos comprovar que as moças são muito bonitas e providas de belos atrativos (pernas) , que aqueles mini vestidos  evidenciam . De qualquer forma , esse café é um ponto turístico  reconhecido e muito procurado.

Bem, nos reagrupamos , contamos nossas experiências  e aí soubemos que nossos amigos já haviam almoçado em um pequeno restaurante vegetariano no centro e que a maior parte do tempo deles teria sido em visita ao comércio.

Eu , Silvia e Mariana estávamos com fome e portanto dirigimo-nos para variar ao  “Pateo” para comer um delicioso pescado , praticamente já de despedida daquele lugar que tão bem nos acolhera .


                               Conhecendo “La Chascona”

Após o almoço as coisas se dividiram da seguinte forma: Osmar , Lia  e Silvia iriam para um centro comercial artesanal que  Silvinha localizara na Internet. Eu e a Mariana iríamos percorrer a pé duas quadras do Pateo Bela Vista até a Casa de Pablo Neruda .

Eu achava um absurdo os tres relegarem assim um passeio cultural como esse , mas gosto não se discute, lamenta-se .

Ao chegar  na casa ficamos sabendo de imediato que hoje as casas de Pablo (Islã Negra, Valparaíso e Santiago) são fundações , onde você paga um valor não muito alto, que te dá direito a levar um grande telefone , com teclas de 0 a 9  com tradutor para sua língua e que te guia do início ao fim . Da casa se avista o vulcão e seus motivos são todos ligados às coisas do mar , que foi uma grande paixão de Pablo. Além dos cômodos e o que cada um deles representava , há trabalhos como o quadro feito por Diego Rivera que coloca uma silhueta do poeta no interior do retrato (dentro dos cabelos )  do grande amor de Neruda que foi Matilde Urrutia  .La Chascona na verdade foi o apelido carinhoso o qual Neruda chamava Matilde , que quer dizer a Cabeluda ou Descabelada .

Ainda na sala de trabalho do poeta encontramos fotos junto com poetas , escritores e artistas brasileiros como: Vinícius de Morais e Jorge Amado, retratos esses tirados em terras brasileiras , como Salvador e Rio de Janeiro.

Eu e Mari, saímos dessa visita realmente em êxtase , para mim , devido à idolatria pela obra  e vida desse Nobel da Literatura Mundial  e ser humano fantástico, esse teria sido um dos pontos altos dessa fantástica viagem. No caminho de volta , ainda passamos por um barzinho e ponto cultural  muito interessante onde tomamos um café  .

                                           Chi chi, le, le.  Viva Chile

Esse dia não podia terminar de melhor forma, após esperarmos uma meia hora reencontamos nossos amigos num lugar que o Osmar havia escolhido . Tratava-se do Dublin, um Pub em que servem diversos tipos de chopps e cervejas especiais . Nesse dia estava lotadíssimo e não era à toa , nos vários telões do local iria passar o jogo , Chile X Equador , que poderia  determinar a classificação do time local para a Copa do  Mundo do Brasil 2014.

A empolgação regada à muita cerveja e chopp era contagiante e nós que lá estávamos a passeio naquele instante viramos cidadãos chilenos honorários e torcemos muito, já a ponto de até gritarmos as palavras de ordem . Resultado o Chile ganhou por dois a um, estava classificado  e naquela noite Santiago foi um buzinaço só. Conseguir dormir é que seria o problema , mas enfim festa é festa . Fomos para nosso apartamento, já com uma dorzinha no peito, pois sabíamos que  o próximo dia,  seria o da partida e um pouco do nosso coração ficaria no Chile para sempre.